Unidade Neonatal — uma arquitetura diferente de todas que você já viu
"Pensando em como acolher um bebê no mundo, na atmosfera do espaço, na saúde dos pais e pensando positivo, criamos esse projeto da Unidade Neonatal em Minas Gerais."
Moema Loures — arquiteta e fundadora da ARTO
Bem-vindo ao mundo da arquitetura hospitalar, onde cada decisão impacta vidas
Após o parto, muitos pais recebem a notícia que ninguém espera: seu bebê precisará ficar internado na Unidade Neonatal. O estresse parece inevitável. A enfermeira tranquiliza: "seu bebê está bem, só precisa ganhar peso". Mas, de volta para casa, a lembrança que fica é a dos fios, tubos e equipamentos eletrônicos que mantêm aquele recém-nascido vivo.
Projetar uma Unidade Neonatal é, antes de tudo, projetar um ambiente onde cada escolha influencia o bem-estar e a recuperação de pacientes extremamente frágeis — e, junto deles, o acolhimento das famílias. O design precisa ir além do visual, tornando-se ferramenta de cura, acolhimento e conforto.
Três núcleos circulares que organizam o cuidado por estágio clínico
A Unidade Neonatal foi projetada com três núcleos circulares para acomodar os bebês conforme o estágio em que se encontram. O primeiro núcleo é destinado aos bebês que precisam ganhar peso; no segundo estão os bebês com patologias intermediárias; e no terceiro, os bebês que precisam de cuidados especiais.
Buscamos promover um fluxo rápido e fluído, evitando quinas. As paredes são curvas, proporcionando grande permeabilidade espacial e visual. De qualquer ponto da sala é possível visualizar os bebês, garantindo a segurança dos "pequenos" e reduzindo a distância percorrida pela equipe de enfermagem.
28 leitos e 2 camas canguru — autonomia e liberdade para as famílias
O projeto de 400 m² foi concebido para receber 28 leitos para bebês e mais duas camas "canguru", onde as mães podem ficar com seus filhos 24 horas como se estivessem hospedadas em um hotel. Os pais que não podem ficar no hospital podem entrar ou sair quando quiserem. Essa facilidade permite autonomia e liberdade de escolha das famílias.
O que faz um projeto hospitalar se destacar
Permeabilidade espacial e visual: a equipe visualiza todos os bebês de qualquer ponto da sala, reduzindo o tempo de resposta clínica.
Cada núcleo tem dispositivo independente de regulação de temperatura — bebês em berços não dividem microclima com bebês em incubadoras.
Iluminação LED dimerizável que permite controlar a incidência de luz em cada bebê separadamente, com economia de energia e conforto neonatal.
No núcleo dos bebês mais graves, cores alegres — amarelo, rosa e laranja — concentram toda a infraestrutura de gás, energia e equipamentos.
Superfícies lisas sem emendas que evitam contaminação e permitem formas orgânicas reforçando o partido circular.
Controle independente de entrada e saída de ar por ambiente, evitando contaminação cruzada e protegendo pacientes imunologicamente frágeis.
"Nosso objetivo foi despertar o lúdico em um ambiente hospitalar de grande rigor e complexidade. Tecnologia e logística precisam ser eficientes, mas não podem dominar a atmosfera do espaço."
ARTO Arquitetura Hospitalar
Menor distância percorrida e visualização imediata entre berçários
O layout foi projetado para que médicos e enfermeiros percorram a menor distância entre as camas dos bebês e tenham rápida e fácil visualização entre os berçários através das paredes de vidro.
Existe um acesso central aos núcleos — não é necessário passar por um núcleo para acessar o outro. Além disso, foi previsto um percurso linear em caso de emergência, garantindo que a equipe percorra a menor distância possível entre os leitos.
O partido arquitetônico em três diagramas
Grandes superfícies neutras com cor nos detalhes
Trabalhamos com o conceito de grandes superfícies neutras em paredes e piso para facilitar a manutenção. Usamos cor nos detalhes. Na neonatologia os painéis hospitalares são coloridos — o núcleo dos bebês mais graves recebeu cores alegres: amarelo, rosa e laranja.
Os painéis foram projetados pela equipe ARTO e concentram toda a infraestrutura de gás, energia elétrica e equipamentos, facilitando a manutenção e otimizando a distribuição. As aberturas das janelas foram mantidas: a equipe de enfermagem pode bloquear a luz com cortinas ou aproveitar a luz natural em favor dos bebês.
Corian em todas as bancadas para evitar contaminação
Usamos Corian em todas as bancadas. As superfícies são lisas, evitando contaminação e ainda permitindo conceber a forma e o desenho desejado. Tendo "detalhe" como palavra-chave, nosso objetivo foi despertar o lúdico em um ambiente hospitalar de grande rigor e complexidade.
Uma unidade onde arquitetura e cuidado caminham juntos
A Unidade Neonatal da ARTO em Minas Gerais é hoje uma referência no modo como arquitetura hospitalar pode transformar a experiência de pacientes, famílias e equipes. Ao unir rigor técnico — cumprimento da RDC 50, controle de fluxos, segurança biológica — com afeto e humanização, o projeto entrega o que um hospital contemporâneo precisa: um lugar seguro para tratar e bonito o suficiente para acolher.
Perguntas frequentes sobre a Unidade Neonatal
Qual é a área total da Unidade Neonatal projetada pela ARTO?
A Unidade Neonatal em Minas Gerais tem 400 m² e comporta 28 leitos para bebês mais 2 camas canguru para acomodação materna 24 horas.
O que são os três núcleos circulares?
Os três núcleos circulares organizam os bebês por estágio clínico: o primeiro é para bebês que precisam ganhar peso; o segundo atende bebês com patologias intermediárias; e o terceiro é para bebês que precisam de cuidados especiais. Cada núcleo tem controle independente de temperatura.
Por que a Unidade Neonatal usa paredes curvas?
As paredes curvas promovem fluxo rápido e fluído sem quinas, reduzem a distância percorrida pela equipe entre os leitos e garantem permeabilidade visual: de qualquer ponto da sala é possível visualizar os bebês, aumentando a segurança do cuidado.
Como a arquitetura evita contaminação entre pacientes?
O projeto utiliza bancadas em Corian com superfícies lisas sem emendas, controle independente de temperatura por núcleo, controle de entrada e saída de ar para cada ambiente e fluxos separados para emergência e visitantes com acessos independentes.
O que é a cama canguru?
A cama canguru é um leito onde as mães podem permanecer com seus filhos 24 horas por dia, como se estivessem hospedadas em um hotel. A Unidade Neonatal da ARTO tem duas camas canguru e permite que pais entrem e saiam quando quiserem, garantindo autonomia às famílias.
Quem projetou a Unidade Neonatal?
O projeto foi desenvolvido pela ARTO Arquitetura Hospitalar, liderada pela arquiteta Moema Loures — Mestre, Doutora e Professora Coordenadora da Pós-graduação em Arquitetura para Saúde da PUC-Rio, com mais de 300 projetos realizados na área da saúde.
A Unidade Neonatal atende à RDC 50 da ANVISA?
Sim. Todo o projeto foi desenvolvido em conformidade com a RDC 50/2002 da ANVISA, incluindo dimensionamento de ambientes, fluxos, instalações hidrossanitárias, elétricas, de gases medicinais e climatização para UTI e UCI Neonatal.
Quer projetar uma Unidade Neonatal de referência?
A ARTO projeta unidades neonatais, UTIs, centros cirúrgicos e hospitais inteiros com rigor técnico e atenção ao cuidado humano. Conte seu projeto para a gente.
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